Importante

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Exercício 4 - Poesias

Caro leitor

Hoje damos início a uma nova atividade no Blog da SEB. Vamos entrar no mundo da poesia.

A proposta é a publicação de poemas novos. Este exercício está baseado na oficina de poesias realizada através de uma parceria entre o SESC e SEB.

Participem!

Paulo R. Bornhofen
Blogueiro da SEB
Exercício 3 - Palavras raras

*A partir do título "Caçando gradaós com a utilização de helicatérios treinados",

você:

a) deve construir um texto utilizando este título;
b) não pode utilizar o dicionário;
c) deve procurar fazer o trabalho em torno de dez minutos.

Dica: o objetivo deste exercício é fazer com que você exercite a imaginação.

*Este exercício se encontra no livro Trabalhando com gêneros Literários, de autoria de Sérgio Vieira Brandão, publicado pelo Estúdio Criação em 2008.
Execício 2 - Só substantivos

No exercício 2 o desafio é construir crônicas com a utilização apenas de substantivos.
Exercício 1 - Crônicas inspiradas em uma única palavra.

Leitores

Vamos dar início aos nossos exercícios literários. Em nossa última reunião a nossa Presidente, Terezinha Manczak, fez a leitura de alguns textos teóricos sobre crônicas. Após isto, fez a proposta de dois exercícios.

Você, leitor deste blog, é convidado a participar destas tarefas conosco. O primeiro exercício consiste em escolhar uma palavra, dentro de um grupo de palavras apresentados pela presidente, e fazer uma crônica tendo esta palavra como tema.


A crônica é curta, no máximo uma folha. Este exercício foi inspirado em uma crônica de Cao Hering em que ele discorre sobre as lembranças que certas palavras nos trazem. Entre as palavras sugeridas estavam macã, rua, quadro negro, praia, infância, jeans, gato e outras. Escolha uma destas, ou outra qualquer e escreva sua crônica.

Para publicar sua crônica basta enviá-la ao e-mail blogseblu@gmail.com.
Lembramos que a SEB se reserva o direito de não publicar conteúdos que possam ser interpretados como ofensivos.

Embaixo de cada texto existe um marcador indicando a qual exercício ele pertence. Você pode clicar neste marcar para ler todos os textos de determinado exercício

Vamos lá!

Paulo Roberto Bornhofen
Blogueiro da SEB.
Atividade especial

Colegas escritores e leitores

Temos uma atividade especial relacionada com o dia das mães.
Crie um texto em prosa com o seguinte tema: "Mamãe e minha infância".

Você pode enviar o texto através de um dos links "comentários" abaixo, ou através do e-mail blogseblu@gmail.com.

Mais detalhes sobre a proposta de escrever crônicas em homenagem às mães:

O prazo para escrever as crônicas não se esgotará no dia 10 de maio;

Os textos serão divulgados durante todo o mês , até o dia 31;

Os textos não serão postados todos de uma vez no blog da SEB;

As atualizações serão feitas uma vez por semana, com os textos enviados naquela semana;

Quem quiser pode mandar fotos, dedicatórias ou ilustrações;

Contamos com a participação de todos.

Abraços,

Terezinha Manczak - Presidente

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

(releitura de Terezinha Manczak sobre poema de Ricardo Brandes)

Haicai

Casa : Piso e teto.
Moradia popular,um sonho concreto.

Terezinha Manczak

Lar Doce Lar - Um poema sobre a moradia Popular
Por Ricardo Brandes - www.site.pop.com.br/aguia2

Discutindo Relação


Desde os tempos de Adão
Que o homem sofre de solidão
De ajuda veio a Eva, um partidão.
A que se entregou não ao Adão,
Mas à maçã, o fruto da perdição

Audaciosa veio a perder o paraísoS
ó ela não foi, levou Adão, o indeciso
Expulsos, cobriram o que era preciso
Em par trilharam caminhos imprecisos
Adão desde então não tem mais juízo

Por culpa de Eva, Adão se envolveu
Desde o paraíso não se sabe o que sucedeu
Eva jura que foi tentada pelo bicho que apareceu
Adão diz que só comeu o que Eva ofereceu
Por causa deles a humanidade se perdeu

Solidão o homem não comporta
Precisa de uma mulher, mesmo que por via torta
Só a mulher vive bem, não se importa
A companhia de um homem, até que suporta
Relação que requer o cuidado de uma horta

Se entrar erva daninha a coisa complica
Quando Adão olha pro lado a Eva implica
Grita, chora, faz de tudo, em nada simplifica
Adão, de joelhos o perdão suplica
Eva, satisfeita, finge que abdica

Desta relação, nada simplista, surgiu o amor
Adão ama, ao seu modo, com muito fervor
Eva, também, só que o seu é manipulador
Quando não se entendem gera muita dor
Transformando o coração em órgão sofredor

Desde outrora, esta é a história, de Eva e Adão
Que sempre se repete, mas, contar é preciso
Principalmente aquela, que nunca se esclareceu
Quando e onde a esperança se personifica
E, para transformar tragédia em um lindo caso de amor
Só deixando por conta de um poeta sonhador

(Por Paulo Roberto Bornhofen)

Baú de Memórias Poéticas - Nenhum de Nós

Foto: Baú de memória Poética: Nenhum de Nós
Festival Nosso Inverno 2009 - Blumenau

Segunda-feira, 10 de novembro de 2008.

A banda gaúcha de maior sucesso no sul do Brasil toca em Blumenau, em mais um show inesquecível. No palco da Expresso Choperia, Tedhy Correa e banda tocaram para seus fãns em mais uma emocionante apresentação. Na primeira fila, Fabiana e Ricardo comemoraram seu aniversário de namoro, ao som de sua banda favorita: Nenhum de Nós.

Por Fabiana Lange

Denúncia

(às margens de um rio chamado Itajaí-Açu)

Marias sem vergonha escondem bocas de bueiro. Mas seu cheiro, não.

Terezinha Manczak

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Baú de Memória Poética - Ricardo Brandes


Foto: Baú de memória poética "Saudades do Campo" - Festival Nosso Inverno 2009


Saudades do campo
E seu clima de encanto,
Frio forte da serra
Foi grande a espera

A casa tão bela
Sua porta e janela,
A flor da sacada
Ladrilhos da escada

Abaixo, a cozinha
Com mesa e fogão,
Panela sozinha
Esquenta o pinhão

Acima, na sala
Arruma-se a mala,
A casa está pronta
A hora não conta

A noite é longa
E a vida se alonga,
No campo o tempo
É cada momento

Ricardo Brandes

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

"Caçando gradaós com a utilização de helicatérios treinados"

Fazia tempo que não se via mais helicatérios na minha terra. Em compensação, os gradaós proliferavam por lá. Aliás, justamente porque já não havia helicatérios é que os gradaós aumentavam em numero a cada dia. Para todo lado que se olhasse lá estavam eles sujando tudo, destruindo tudo, emporcalhando a cidade. Já ninguém saia de casa porque não sentia segurança. Todos tinham medo não só do que eles faziam à cidade, mas do que podiam colocar nas pessoas. Afinal, aquilo parecia algo contagioso e ninguém queria se arriscar... Quando já ninguém tinha mais esperança, num dia lindo de sol apareceu por ali aquele ser diferente. Todo ele tinha uma aura nova, algo que parecia rebrilhar à sua volta. Por detrás das janelas, as pessoas espiavam. O coração aos pulos, um tênue sorriso de esperança querendo aflorar timidamente em seus lábios. Não havia dúvida: era mesmo um helicatério treinado. Percebia-se em cada gesto, em cada passo, que ele tinha algo diferente. Os gradaós entreolharam-se assustados quando o helicatério aproximou-se de um pequeno grupo. E tentaram emporcalhá-lo! Ele, no entanto, manteve-se impassível diante das suas tentativas. Deu um sorriso calmo e se foi! Por detrás das janelas, os sorrisos morreram, as esperanças se foram. Então, nem helicatérios treinados seriam capazes de devolver-lhes a paz? Parece que não!

Felizes e parecendo ainda mais fortes, os gradaós riam às gargalhadas soltas. Aquela foi uma noite infernal! Pelas ruas, centenas de gradaós mais efusivos do que nunca.

Na manhão seguinte, nem bem o dia amanhecera, no entanto, tivemos uma grande surpresa. Centenas de helicatérios treinados nas ruas com seu jeito calmo e decidido. Começaram limpando toda a sujeira que os gradaós haviam deixado e aos poucos a cidade começou a tomar outra forma! Foi quando apareceram alguns gradaós e ao ver o que os helicatérios faziam, correram a chamar os outros. Rapidamente travou-se uma luta entre eles. Para todos os lados via-se gradaós tombados ao chão. Alguns amordaçados, outros algemados, alguns em camisas de força. Os helicatérios, muito bem treinados, faziam seu serviço com segurança. Depois levaram dali caminhões cheios de gradaós que foram recolhidos a um lugar especial onde seriam ensinados. A cidade voltou a ser aquele lugar de paz que a população tanto ansiava. E enquanto os gradaós recebiam ensinamentos, a população também era ensinada pelo helicatérios. No final, não haveria mais gradaós, nem povo acuado. Somente, de todo lado, mais e mais helicatérios treinados! (escrito por Ivete K.Goulart - em 03.08.2009)

Meu Blog: http://ventosdobrasil.blogspot.com

Um grande abraço

Ivete

sábado, 1 de agosto de 2009

Desolação

Olho pra rua, a rua molhada
Parada, calada... A rua e eu!
Bate em meu peito o coração
Inquieto, de mulher apaixonada,
Mas a rua... Será que morreu?

Outra vez lanço à rua a visão
E tudo é silencio e vazio
Fugiram talvez os viventes
Tristonhos, carentes...
Ou só por que se faz intenso, o frio

Atiro olhares, de novo interrogo,
Ainda também não alcanço respostas
Parece mesmo que todos se abrigam
Tímidos, alheios, por detrás das portas

Com gritos a lei do silencio revogo!
Ainda se calam, aos gritos não ligam!
Discreta, a rua, calada permanece
Molhada ainda, da fina garoa

Se busco ditames ou faço apostas
De nada adianta, não recebo respostas
E o mesmo silencio que às vezes enternece
Em tempos diversos, o peito magoa.
(escrita por Ivete K.Goulart em Itapema SC -27.07.2009)

meu blog: http://ventosdobrasil.blogspot.com

terça-feira, 28 de julho de 2009

Reflexões

sou eu a casca que a mim se adere?..

em meu rosto cravei mapas
de sofreguidão
com que vivi meus tempos

juro por deus uma lembrança tola
de jasmim perfumo meu cômodo empoeirado
peço que me tragam os papéis em ordem
.
Deixe-me nesta paz que não..
Eu sou, sob a casca,
Imensidão
Outros mapas
E tudo cheira a jasmin e qualquer tolice....


Dani da Gama

HABITUAIS

A habitualidade

do engodo

consultado em oráculos

desprovidos

de verdades.

A insensatez da vida se opõe

em brados não ouvidos. O caco

de vidro

rasga

a pele.

O tema de amores

conduzidos ao êxtase da permanência.

Corpos habituados

ao engodo

dos resultados anteriores.

(Pedro Du Bois, inédito)

outros poemas:
http://pedrodubois.blogspot.com/
http://valeemversos.blogspot.com/

sexta-feira, 24 de julho de 2009




Saudades do campo

Saudades do campo
E seu clima de encanto,
Frio forte da serra
Foi grande a espera

A casa tão bela
Sua porta e janela,
A flor da sacada
Ladrilhos da escada

Abaixo, a cozinha
Com mesa e fogão,
Panela sozinha
Esquenta o pinhão

Acima, na sala
Arruma-se a mala,
A casa está pronta
A hora não conta

A noite é longa
E a vida se alonga,
No campo o tempo
É cada momento

Ricardo Brandes
www.site.pop.com.br/aguia2

terça-feira, 21 de julho de 2009

Fio a fio , a trama que me cobre.

De cobre , a faca sem fio, que corta o pão.

De pão me sacio, de palavras, vivo.

Palavras, um banco de dados.

Dados: por um fio, a vida.


Terezinha Manczak

João, o poeta

João tem um alpendre
Alguns alqueires de terra
E a prata da lua
‘‘E ISSO LHE BASTA”

Terezinha Manczak

MÃE (Paulo Leminski)

minha mãe dizia:
- ferve, água!
- frita, ovo!
- pinga, pia!
e tudo obedecia

Paulo Leminski (Escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro)

Exercício 4 - Poesias

Caro leitor

Hoje damos início a uma nova atividade no Blog da SEB. Vamos entrar no mundo da poesia. A proposta é a publicação de poemas novos. Este exercício está baseado na oficina de poesias realizada através de uma parceria entre o SESC e SEB.

Participem!

Paulo R. Bornhofen
Blogueiro da SEB